Os desafios de um desenvolvedor web
Você estuda desenvolvimento de sistemas web na faculdade ou baixa umas apostilas de HTML, faz um cursinho rápido de Photoshop, aprende a instalar gerenciadores de conteúdo gratuitos e acha que está pronto para se tornar um webmaster.
Após uma propaganda entre amigos, um boca a boca, surge o primeiro cliente. O que muitos não sabem é que o verdadeiro conhecimento necessário para o desenvolvimento de sistemas para web não é o técnico, mas sim, o operacional.
Você marca uma reunião com o cliente e começa a entender os verdadeiros desafios de se tornar um desenvolvedor web. Logo no primeiro contato com o cliente, você deve:
1. Entender todas os devaneios que o cliente pretende realizar com o site, explicando que certas coisas ainda não podem ser feitas online, como entrega de pizza por email.
2. Define o tipo de linguagem de programação que será usada para desenvolver o site e ouve o cliente dizer: "Em português, é claro! Mas se quiser, pode colocar uma versão em inglês também, fica chique."
3. Explica ao cliente que por baixo das figurinhas e letrinhas, existe um emaranhado de códigos e gambiarras, por isso o site não pode ser entregue amanhã de tarde.
4. Define o layout e tenta convencer o cliente de que flashes animados, roxo e fonte Wingdings na página podem causar ataques epiléticos em alguns visitantes.
5. Varre o computador do cliente atrás de figuras, documentos e informações pertinentes para que o site possa usá-las como conteúdo, para que ele não possua apenas, duas páginas de besteiras.
6. Sugere um domínio diferente do www.velasgrandesvermelhasperfumadasdadonasebastiana.com.br indicado pelo cliente.
7. Precisa encontrar uma provedor de hospedagem para o site que não leve o cliente a falência por cobrar caríssimos 10 reais por mês e que ao mesmo tempo, não saia do ar a cada 5 minutos.
8. Barganha o preço do desenvolvimento do site por 2 horas seguidas explicando novamente que ele não está pagando apenas por aquelas figurinhas. Ao chegar ao valor mínimo de uma coxinha no bar da esquina, o cliente ainda vai chorar e pedir que o valor seja divido em 12 vezes sem juros.
9. Após definir o valor do serviço, descobre que o cliente não quer pagar uma "fortuna" por mês para que o site seja atualizado por você. Logo, você deverá gastar o dobro do tempo desenvolvendo um sistema que possa ser facilmente atualizado online pelo sobrinho do cliente que começou a fazer um curso de HTML semana passada e saca muito.
10. Logo após a reunião, recebe um telefonema do cliente dizendo que teve uma nova idéia para o site e gostaria de mudar tudo o que foi combinado previamente com você.
11. Após semanas programando de madrugada, caçando figuras, templates e ouvindo o cliente reclamar da demora e de que ele gostaria de mudar mais algumas coisas a cada nova linha de código que você escreve, finalmente o site estará pronto.
12. Você passará as próximas duas semanas brigando com o FTP que não envia os arquivos pro site, discutindo com os atendentes do provedor de hospedagem idiotas que não fazem idéia do que é um charset e ensinando o maldito moleque sobrinho do cliente (que não sabe porra nenhuma), a fuder com o layout do site, utilizando fontes tamanho 48 e alinhamento centralizado.
Da próxima vez que você sentir vontade de comer uma coxinha no bar da esquina, vai lembrar de como é difícil a vida de um webmaster e vai preferir pedir uns trocados no sinal da esquina.
Câmera fotográfica para os miguxos
Quem nunca tirou fotos do próprio rosto fazendo caras e bocas para colocar na internet? Eu! O problema dessa complexa técnica de fotografia é achar o melhor ângulo e distância para as fotos, sem conseguir enchergar o que está sendo fotografado.
Algumas pessoas preferem usar o timer da câmera ou pedem para outra pessoa tirar a foto, mas nem sempre esse tipo de ajuda é possível.
Outra técnica consiste em tirar a foto na frente do espelho, mas nem sempre o efeito esperado se torna agradável, principalmente quando o "fotógrafo" utiliza o flash que acaba sendo refletido pelo espelho.
Com um visor de LCD frontal, a Samsung ST550 ajuda os miguxos a tirarem os melhores auto retratos para o seu Orkut ou Fotolog. A câmera ainda possui reconhecimento inteligente de faces, tela sensível ao toque e grava videos em alta definição.
Briga entre EUA e Brasil deixará softwares e celulares mais caros
O Brasil que recebeu aval da Organização Mundial do Comércio para retaliar os Estados Unidos por questões relacionadas a subsídios dados a produtores de algodão, estenderá a retaliação às áreas de serviços e propriedade intelectual. Isso significa que, em um ou dois meses, itens como softwares importados (a maioria usada no Brasil) poderão ser acrescentados à lista divulgada e ficarem mais caros.
Outra triste notícia é que telefones celulares são os principais itens tecnológicos da lista de 101 produtos sobre os quais o Brasil vai aplicar retaliações comerciais aos Estados Unidos.
Com a retaliação, a alíquota de importação dos terminais móveis passará de 16% para 32% e a dos leitores de 12% para 22%. O aumento tem efeito 30 dias após a publicação da lista, o que aconteceu nesta segunda-feira, 8/3 – portanto, as mudanças no imposto de importação valem a partir de 7 de abril.
O governo brasileiro acredita que o impacto no preço final aos consumidores será pequeno. “Imaginamos que pode haver um aumento de 5% a 8% no preço final ao consumidor”, calcula a secretária-executiva da Câmara de Comércio Exterior (Camex), Lytha Spíndola. “Os consumidores não deixarão de comprar, mas o que pode ocorrer é um desvio de comércio, seja para produtos feitos no Brasil, seja para aqueles trazidos de terceiros mercados”, conclui.
A inclusão de itens fora da pauta agrícola atende dois objetivos. O Brasil procurou distribuir as retaliações de forma a reduzir o impacto nos preços dos artigos importados, mas também busca aliados entre empresários americanos que não se beneficiam e agora se prejudicam dos subsídios adotados pelos EUA.
A Medida Provisória 482, com as regras para a retaliação a esses itens, prevê que podem ser incluídos direitos sobre propriedade intelectual de:
a) obras literárias, artísticas e científicas;
b) artistas intérpretes ou executantes, produtores de fonogramas e organismos de radiodifusão;
c) programas de computador;
d) marcas;
e) indicações geográficas;
f) desenhos industriais;
g) patentes de invenção e de modelos de utilidade;
h) cultivares ou variedades vegetais;
i) topografias de circuitos integrados;
j) informações confidenciais ou não divulgadas; e
k) demais direitos de propriedade intelectual estabelecidos pela legislação brasileira vigente.
Resumindo: Eles brigam pelo algodão, mas quem leva fumo, como sempre, somos nós!
Google City, fazemos tudo pela sua conexão…
No mês passado, o Google anunciou planos de vender acesso a internet com incríveis 1giga de velocidade por segundo via fibra ótica para alguns consumidores. O plano seria um teste inicial e aconteceria em 50.000 residências, mas não foi especificado onde seriam feito estes testes.
O prefeito de uma cidade dos Estados Unidos chamada Topeka, capital do estado do Kansas assinou uma proclamação alterando o nome da cidade por uma semana para "Google, Kansas" ou "Google City". O devaneio do prefeito se baseia no fato de sua administração estar de olho nos testes que o Google deseja realizar com a nova conexão e tentar chamar a atenção da empresa, pra que os testes sejam feitos na cidade.
Advogados disseram que o prefeito e o conselho municipal não podem mudar o nome da cidade e depois simplesmente retornar ao nome original. O decreto ainda pede que os moradores chamem a cidade por uma semana de Google City.
Embora esta seja uma maneira idiota para chamar a atenção do Google, o benefício poderia ser enorme. A fibra 1GB/s é aproximadamente 100 vezes mais rápida do que a maioria das conexões usadas pelos americanos e milhares de vezes melhor que a usada pelos pobres brasileiros.
Ironicamente, esta não é a primeira vez que Topeka tentou fazer algo parecido. Em agosto de 1998, a cidade teve uma proclamação para mudar seu nome para "ToPikachu" devido ao lançamento oficial do jogo do Pokemon. A idéia de colocar "Pikachu" no meio do nome de alguma cidade brasileira certamente causaria grandes constrangimentos.
Você trocaria o nome da sua cidade por míseros 1GB/s?
Update no post:
Quase ia me esquecendo, testes com internet a 1GB/s não são novidade aqui no Brasil.
Fonte: Techcrunch




Celular: desbloqueio gratuito garantido por lei
De acordo com o documento, ficou definido também que as operadoras não podem cobrar qualquer valor pelo desbloqueio do aparelho. A Anatel afirma ainda que o pedido do desbloqueio por parte do cliente não significa quebra de contrato de fidelização. Com isso a agência não promoveu qualquer modificação nas multas que as operadoras aplicam sobre os usuários pelo encerramento desse tipo de acordo. As regras passam a valer após publicação no Diário Oficial da União.
A Oi comemorou a decisão da Anatel e fiquei surpreso ao saber que a TIM também havia iniciado a venda de aparelhos desbloqueados, já Vivo e Claro, nada por enquanto.
Porém, mesmo com essa decisão, a Anatel informa que as operadoras ainda poderão comercializar os produtos bloqueados. O regulamento apenas autoriza que os clientes poderão se desfazer do contrato em qualquer momento, sem ter que esperar o prazo estipulado pelas companhias de telefonia.
O problema é que os analistas em telecom dizem que esta decisão fará o preço do celular ficar mais caro. Hoje, no Brasil, como 82,7% dos celulares são pré-pagos, o fim da fidelização fará com que as operadoras percam seus clientes. É fato que o cliente pré não tem obrigação nenhuma em realizar qualquer tipo de recarga do serviço, só que as operadoras obrigam seus clientes a fazer uma recarga para utilizar serviços como a caixa-postal.