Informática, tecnologia e bugs na cabeça.
Artigos com o marcador banda larga
A OI Velox está de olho em você
09/06/10
Li essa semana uma matéria na Revista Época sobre a adoção de um software de vigilância pelo provedor Oi Velox. Como um usuário do serviço e cidadão consciente dos meus direitos, resolvi publicar a matéria no blog para que um número maior de usuários deste provedor estejam cientes de que podem estar sendo vigiados.
A operadora Oi adotou um programa que rastreia tudo o que seus clientes de banda larga fazem na internet. Por que isso é uma ameaça para nós. Existe um programa de computador que registra tudo o que você faz na internet. Acionado, ele sabe que você entrou no Orkut, digitou o nome de uma ex-namorada no campo de busca, depois visitou o perfil dos amigos dela. Também viu que entrou num site de vendas e procurou uma nova torradeira. Anotou as opções que você comparou. Acompanhou sua visita ao site do banco para consultar o saldo. Seguiu seus passos no site de e-mail enquanto você abria cada mensagem. Viu que você entrou no Facebook. E quando você clicou num vídeo divertido que alguém recomendou. Esse programa anota quanto tempo você gastou em cada uma dessas atividades. E transmite toda essa informação a uma empresa que analisa seu comportamento e o classifica de acordo com algum rótulo. Soa amedrontador? Pois é real. Esse tipo de invasão de privacidade ameaça os internautas brasileiros.
A sequência acima, de rastreamento da navegação na internet, descreve o serviço oferecido pela empresa inglesa Phorm. Ela está chegando ao Brasil. Seu principal cliente aqui é o provedor de internet Velox, serviço oferecido no Rio de Janeiro pela operadora de telecomunicações Oi. A Oi está testando aqui uma versão do programa da Phorm chamada Navegador. É uma tecnologia que está longe de ser aceita no mundo. Desde 2002, quando foi criada pela Phorm, ela tem gerado controvérsia internacional e levantado preocupações em grupos ligados à defesa dos direitos civis na internet. Essas resistências dificultaram sua adoção nos Estados Unidos e na Europa. Há o temor de que as informações pessoais sejam usadas de forma indevida. É evidente que uma empresa telefônica não pode grampear suas linhas. Por que, afinal, seu provedor de internet teria direito de saber o que você faz na rede? Um programa espião ameaça nossa liberdade?
Sua chegada foi discreta no Brasil. A primeira rodada de testes com o Navegador foi anunciada em março pela Oi, dona do provedor de banda larga Velox e do portal iG. De acordo com a Oi, ele começou a ser oferecido a internautas do Rio de Janeiro. A intenção da Oi é expandir aos usuários de todo o Estado até o final de 2010. O Navegador é um rastreador remoto (não fica instalado na máquina do usuário) dos passos que um internauta dá na rede. No início dos testes, Oi e Phorm anunciaram uma parceria com os portais Terra, UOL e Estadão. Procurada por ÉPOCA, a assessoria do Grupo Estado afirmou que “a parceria nunca existiu e o nome da empresa foi usado à revelia”. A Oi confirmou a parceria com UOL e Terra.
O objetivo do Navegador é detectar as preferências de quem navega na rede. A promessa da Oi é oferecer ao usuário uma navegação personalizada. Quem é torcedor do Flamengo passaria a ter automaticamente na tela do computador mais informações sobre o time. “Uma página será apresentada aos clientes para que decidam se desejam ativar a ferramenta”, diz a Oi. “A escolha e decisão é do cliente.” Oi e Phorm também afirmam que a tecnologia do rastreador traça o perfil dos usuários sem identificá-los. Isso seria possível graças a um recurso técnico. Assim que um internauta se conecta à web, imediatamente o Navegador associa a ele um número aleatório. É esse número interno – e não um nome público ou um endereço fixo na internet (conhecido tecnicamente como IP) – que a Phorm usa no rastreamento. “Nenhum dado pessoal, histórico de navegação ou endereço IP é armazenado pela ferramenta”, informou a Oi. “O sistema não rastreia e-mails, salas de bate-papo e páginas seguras, como sites de banco.”
O programa da Phorm também permite que o provedor de acesso mostre, a cada usuário, anúncios específicos, de acordo com seus interesses pessoais. Sites que tenham acordo com o provedor poderiam vender anúncios prometendo veiculá-los a internautas cujo perfil fosse mais interessante ao anunciante. Tal sistema é apresentado como um modo de aumentar a receita de provedores e sites de conteúdo. Só que, além de invasivo, ele pode representar uma concentração de poder nas mãos de uma empresa cuja missão deveria ser prover acesso de forma indistinta – sem discriminar o conteúdo ou publicidade que trafega em sua rede. Numa comparação com outro setor, a situação seria equivalente a uma empresa de eletricidade receber dinheiro cada vez que você ligasse uma determinada marca de eletrodoméstico na tomada.
Fonte: Revista Época.
Google City, fazemos tudo pela sua conexão…
03/03/10
No mês passado, o Google anunciou planos de vender acesso a internet com incríveis 1giga de velocidade por segundo via fibra ótica para alguns consumidores. O plano seria um teste inicial e aconteceria em 50.000 residências, mas não foi especificado onde seriam feito estes testes.
O prefeito de uma cidade dos Estados Unidos chamada Topeka, capital do estado do Kansas assinou uma proclamação alterando o nome da cidade por uma semana para "Google, Kansas" ou "Google City". O devaneio do prefeito se baseia no fato de sua administração estar de olho nos testes que o Google deseja realizar com a nova conexão e tentar chamar a atenção da empresa, pra que os testes sejam feitos na cidade.
Advogados disseram que o prefeito e o conselho municipal não podem mudar o nome da cidade e depois simplesmente retornar ao nome original. O decreto ainda pede que os moradores chamem a cidade por uma semana de Google City.
Embora esta seja uma maneira idiota para chamar a atenção do Google, o benefício poderia ser enorme. A fibra 1GB/s é aproximadamente 100 vezes mais rápida do que a maioria das conexões usadas pelos americanos e milhares de vezes melhor que a usada pelos pobres brasileiros.
Ironicamente, esta não é a primeira vez que Topeka tentou fazer algo parecido. Em agosto de 1998, a cidade teve uma proclamação para mudar seu nome para "ToPikachu" devido ao lançamento oficial do jogo do Pokemon. A idéia de colocar "Pikachu" no meio do nome de alguma cidade brasileira certamente causaria grandes constrangimentos.
Você trocaria o nome da sua cidade por míseros 1GB/s?
Update no post:
Quase ia me esquecendo, testes com internet a 1GB/s não são novidade aqui no Brasil.
Fonte: Techcrunch
Internet via rede elétrica
02/09/09
As distribuidoras de energia elétrica já podem usar sua rede para transmitir internet banda larga. A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) aprovou a regulamentação do PLC (Power Line Communications), que também permite fornecer sinal de TV por assinatura direto da tomada da sua casa. O processo legal para que o serviço seja oferecido deve levar cerca de 5 meses.
A conexão funciona da seguinte forma: os dados são transmitidos do provedor de acesso para as redes de tensão, que têm modens externos instalados nos postes de energia. Eles levam os dados até os usuários em suas residências ou escritórios. É possível realizar todo o tráfego de dados pela rede elétrica ou mesclar a estrutura com um sistema de cabeamento, por exemplo. Na transmissão combinada, os dados podem ir via cabo do provedor até a região de um prédio. A partir daí, se não houver mais estrutura de cabeamento, eles trafegam até os apartamentos via rede elétrica.
Para ter acesso pela tomada será preciso a aquisição de um modem e para quem mora em prédios, é preciso ter um conversor instalado na sua estrutura, além do modem interno. Os preços destes aparelhos também ainda não foram definidos. A velocidade que a banda larga dessa tecnologia poderá atingir é bem alta: até incríveis 200 Mbps.
Ponto negativo ou regra? Quanto maior a distância entre a casa do usuário e o provedor, pior fica a recepção e a velocidade. O sinal até pode ser transmitido a longas distâncias, porém os dados se perderm ao chegar aos transformadores. Talvez este fato não seja uma desvantagem, mas sim uma regra, já que todo usuário de ADSL e rádio enfrenta o mesmo problema, quando mais longe da fonte transmissora, pior é o sinal.
Certamente outros fatores devem influenciar na qualidade da transmissão, como a qualidade da fiação e o número de fases na residência. Como ainda não existe uma modo de acesso perfeito, certamente os problemas cotidianos continuarão: “Nem ouse ligar esse chuveiro agora, estou no final de um download!”.
A conexão mais cara do mundo é a do…
09/07/09
Negócios que nunca irão à falência no Brasil: Cervejaria, posto de gasolina, motel, autoescola e provedor de banda larga.
Todo mundo já sabia, mas sempre vale a pena recordar. Desconfio que esta lentidão e os altos preços são culpa do Orkut…
Resultado da enquete: velocidade de conexão
25/11/08
Rapaz, quanto voto! Todo mundo que deu uma passada no blog esta última semana deixou seu voto na enquete sobre a velocidade de conexão.
Pergunta: Qual é a velocidade da sua conexão de internet?

Imaginei que conexões mais baixas com 300 kb ganhariam fácil, mas parece que muita gente anda sedenta por altas velocidades. Não podemos generalizar uma situação, ainda mais quando conhecemos o tipo de público que visita o blog, mas não há como negar que as conexões discadas hoje já se encontram à beira do abismo.
Muitas cidades (como a minha) só disponibilizam opções de banda superiores a 2MB para empresas e opções entre 600kb e 1MB ainda se encontram na seção de produtos com preço salgado. As novas tecnologias que incentivam o uso de serviços sobre a rede como o VOIP (voz sobre IP), videos sob demanda ou mesmo os novos serviços nas nuvens (clouding computing) são um futuro certo que as operadoras de banda larga têm a obrigação de aprimorar com o barateamento de suas conexões.
Imaginando um novo tema para a próxima enquete, parece que não existe um modo de fugir da tão inquestionável e polêmica pergunta: Qual sistema operacional você aprova e recomenda?
A pergunta é simples e direta. Não queremos saber qual sistema você usa no momento ou qual você possui em casa ou no trabalho, mas sim, qual sistema você já experimentou (não importa se apenas uma vez) e lhe surpreendeu de uma forma especial.
Vote, participe!
