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sexta-feira, dezembro 21, 2007

Em 2008, vote com o Pinguim

O plenário do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) decidiu autorizar a substituição do sistema operacional VirtuOS e Windows CE de todas as 430 mil urnas eletrônicas pela versão de software livre Linux, a ser desenvolvida pela equipe técnica do próprio TSE.

O objetivo é conferir mais transparência e confiabilidade à urna eletrônica e ao processo eleitoral. O novo sistema estará em vigor nas próximas eleições municipais, em 2008.

A Secretaria de Tecnologia da Informação sugeriu a adoção de um sistema operacional baseado em software livre, adaptado para a urna eletrônica e que seja de propriedade da Justiça Eleitoral.

A intenção é facilitar a auditoria do sistema operacional por parte dos interessados em se certificar que todos os sistemas são confiáveis e seguros, diminuir os custos de aquisição de novas urnas eletrônicas em virtude da utilização de um sistema operacional gratuito e, ter um único sistema operacional para simplificar e diminuir o custo de desenvolvimento, testes e homologação dos sistemas das urnas eletrônicas.

A equipe técnica do TSE, desde 2002, vem realizando testes para viabilização de uma solução de código aberto. Foi escolhido o sistema operacional Linux, software código-aberto (Open Source) cujo núcleo vem sendo desenvolvido e aprimorado desde 1991, quando o seu criador disponibilizou o código na Internet. Várias empresas como IBM, HP, Intel, Dell, entre outras, têm investido em código aberto. Atualmente existem mais de 450 distribuições diferentes no mercado.

Segundo a secretaria, as vantagens da utilização do Linux na urna eletrônica são a padronização, pois é possível utilizar o sistema operacional Linux em todos os modelos de urna, e a transparência, já que, por se tratar de um sistema operacional aberto, todo código-fonte está disponível ao público em geral e pode ser auditado livremente. Além disso, por ser desenvolvido pela própria equipe técnica do TSE, não haverá dependência de fabricante ou fornecedor, muito menos haverá pressões mercadológicas para atualização de versão, nem dependência de políticas de licenciamento e suporte, como ocorre hoje.

Outros aspectos positivos, segundo o TSE, são a confiabilidade e o custo zero, pois não há pagamento de propriedade intelectual e de direitos autorais. A manutenção ou qualquer alteração poderá ser feita internamente e com muita rapidez, sem a necessidade de intervenção do fabricante ou fornecedor.

A matéria é uma dica do Alessandro Campos Moreira.

Fonte: Última Instância

quarta-feira, outubro 3, 2007

A tv digital brasileira tem Ginga

Incrível como foi só comentar sobre o atrasado da tv digital brasileira no post de ontem e logo eu comecei a receber comentários e ler notícias sobre o assunto e uma das coisas que mais me chamou atenção, foi o Ginga.

Ginga, segundo o próprio grupo de desenvolvimento é um software middleware ou uma camada de software intermediário que permite o desenvolvimento de aplicações em Java ou NCL interativas para a TV Digital de forma independente da plataforma de hardware dos fabricantes de terminais de acesso (set-top boxes).

Falando de maneira mais simples, é um software que permite o desenvolvimento de conteúdo interativo para a tv digital que está para ser lançada no Brasil.

O Ginga permite que sejam criados canais de interatividade entre o usuário da tv digital e empresas que queriam vender produtos ou disponibilizar informações pela tv, como é feito pela Sky, por exemplo.

Resultado de anos de pesquisas lideradas pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) e pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Ginga reúne um conjunto de tecnologias e inovações brasileiras que o tornam a especificação de middleware mais avançada e, ao mesmo tempo, mais adequada à realidade do país.

O Middleware Ginga pode ser dividido em dois subsistemas principais, que permitem o desenvolvimento de aplicações seguindo dois paradigmas de programação diferentes. Dependendo das funcionalidades requeridas no projeto de cada aplicação, um paradigma possuirá uma melhor adequação que o outro.

Certamente é uma ótima oportunidade de negócios que surge com a implementação da tv digital, que deve iniciar seu funcionamento em Dezembro. Empresas interessadas em criar conteúdo para esta nova forma de mídia, podem utilizar o Ginga, como uma forma de acelerar e facilitar o processo de desenvolvimento.

Ah! A melhor parte eu esqueci de mencionar, o Ginga é um software gratuito, apoiado pelo governo federal através do portal de softwares livres.

Bem que mamãe me disse uma vez: Menino! Larga esse C++ e vai aprender Java e NCL!