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Google City, fazemos tudo pela sua conexão…
No mês passado, o Google anunciou planos de vender acesso a internet com incríveis 1giga de velocidade por segundo via fibra ótica para alguns consumidores. O plano seria um teste inicial e aconteceria em 50.000 residências, mas não foi especificado onde seriam feito estes testes.
Internet via rede elétrica
As distribuidoras de energia elétrica já podem usar sua rede para transmitir internet banda larga. A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) aprovou a regulamentação do PLC (Power Line Communications), que também permite fornecer sinal de TV por assinatura direto da tomada da sua casa. O processo legal para que o serviço seja oferecido deve levar cerca de 5 meses.
A conexão funciona da seguinte forma: os dados são transmitidos do provedor de acesso para as redes de tensão, que têm modens externos instalados nos postes de energia. Eles levam os dados até os usuários em suas residências ou escritórios. É possível realizar todo o tráfego de dados pela rede elétrica ou mesclar a estrutura com um sistema de cabeamento, por exemplo. Na transmissão combinada, os dados podem ir via cabo do provedor até a região de um prédio. A partir daí, se não houver mais estrutura de cabeamento, eles trafegam até os apartamentos via rede elétrica.
Para ter acesso pela tomada será preciso a aquisição de um modem e para quem mora em prédios, é preciso ter um conversor instalado na sua estrutura, além do modem interno. Os preços destes aparelhos também ainda não foram definidos. A velocidade que a banda larga dessa tecnologia poderá atingir é bem alta: até incríveis 200 Mbps.
Ponto negativo ou regra? Quanto maior a distância entre a casa do usuário e o provedor, pior fica a recepção e a velocidade. O sinal até pode ser transmitido a longas distâncias, porém os dados se perderm ao chegar aos transformadores. Talvez este fato não seja uma desvantagem, mas sim uma regra, já que todo usuário de ADSL e rádio enfrenta o mesmo problema, quando mais longe da fonte transmissora, pior é o sinal.
Certamente outros fatores devem influenciar na qualidade da transmissão, como a qualidade da fiação e o número de fases na residência. Como ainda não existe uma modo de acesso perfeito, certamente os problemas cotidianos continuarão: “Nem ouse ligar esse chuveiro agora, estou no final de um download!”.
Locaweb: suporte nota zero!
Desculpem o abandono do blog pessoal, mas realmente a coisa anda mais do que feia para o meu lado, tempo zero!
A Locaweb hoje é um dos maiores provedores de hospedagem (senão o maior) do Brasil. Se você acessa alguma página .com.br, tem grandes chances dela estar hospedada na empresa. Apesar do bom serviço de hospedagem, possuo 4 clientes que hospedam seus sites na Locaweb e todas as vezes que é necessário acionar o suporte da hospedagem, é um martírio digno de um filme.
Começando a peregrinação, o famoso telefone de atendimento do suporte fica em espera por mais de meia hora fácil durante os horários de pico, até a ligação ser cortada ou cair. Se você usa os números de atendimento da sua cidade e não o famoso 0800, está condenado à falência quando a sua conta de telefone chegar. O que seria o modo mais direto de se conseguir ajuda, se mostra totalmente inútil, apesar da famosa lei de atendimento dos call centers.
Partindo para outros meios de comunicação, tentei utilizar o atendimento via chat, mas para a minha supresa, haviam nada mais, nada menos do que 39 pessoas na minha frente na lista de espera para o atendimento às 10:30 da manhã. Deixando o chat aberto, sai para o almoço e ao retornar às 13:00, ainda haviam 4 pessoas na minha frente.
Iniciei o atendimento via chat e após quase uma hora de checagens e testes, o atendente ainda não havia conseguido diagnosticar o problema que causava erros na hospedagem do meu sistema.
Assim, ele me pediu que abrisse um chamado no sistema de atendimento, que nada mais é do que uma descrição por extenso dos problemas apresentados para que outro técnico ou analista mais especializado pudesse realizar a verificação. Após abrir o chamado, verifiquei que o tempo de atendimento para aquela ocorrência seria de até 48 horas, ou seja, uma eternidade para quem possui um site fora do ar nos tempos de hoje.
Três dias após a abertura do chamado, recebo a ligação de um dos técnicos da empresa pedindo para que eu realize alguns procedimentos para que o serviço fosse restaurado. Após várias horas de tentativas, finalmente o sistema voltou a funcionar normalmente.

Entre as minhas várias experiências frustradas com a Locaweb estão um pedido de recuperação de um banco de dados que demorou mais de 4 dias para ser realizado, pois segundo a empresa, a fita de dados do backup em questão se encontrava ocupada. O problema é que o cliente precisava dos dados de volta no banco em dois dias e o backup tardiamente recuperado ainda estava errado, pois foi recuperado com a data dois dias após o cliente ter perdido os dados, ou seja, um verdadeiro tiro no pé!
Acredito que a Locaweb não seja uma empresa que haja de má fé com seus clientes, mas acho que o crescimento dos serviços oferecidos pela empresa deve ser acompanhado de uma forma geral por outros setores e claro, isso inclui o suporte de seus produtos.
Torça para o seu site não ficar fora do ar no fim de semana!
Resultado da enquete: velocidade de conexão
Rapaz, quanto voto! Todo mundo que deu uma passada no blog esta última semana deixou seu voto na enquete sobre a velocidade de conexão.
Pergunta: Qual é a velocidade da sua conexão de internet?

Imaginei que conexões mais baixas com 300 kb ganhariam fácil, mas parece que muita gente anda sedenta por altas velocidades. Não podemos generalizar uma situação, ainda mais quando conhecemos o tipo de público que visita o blog, mas não há como negar que as conexões discadas hoje já se encontram à beira do abismo.
Muitas cidades (como a minha) só disponibilizam opções de banda superiores a 2MB para empresas e opções entre 600kb e 1MB ainda se encontram na seção de produtos com preço salgado. As novas tecnologias que incentivam o uso de serviços sobre a rede como o VOIP (voz sobre IP), videos sob demanda ou mesmo os novos serviços nas nuvens (clouding computing) são um futuro certo que as operadoras de banda larga têm a obrigação de aprimorar com o barateamento de suas conexões.
Imaginando um novo tema para a próxima enquete, parece que não existe um modo de fugir da tão inquestionável e polêmica pergunta: Qual sistema operacional você aprova e recomenda?
A pergunta é simples e direta. Não queremos saber qual sistema você usa no momento ou qual você possui em casa ou no trabalho, mas sim, qual sistema você já experimentou (não importa se apenas uma vez) e lhe surpreendeu de uma forma especial.
Vote, participe!
Governo promete, mas banda larga continua cara
Durante o discurso de abertura da Futurecom 2008 (28/11), o ministro das comunicações Hélio Costa voltou a criticar o preço e a qualidade das conexões no País e disse que governo estuda promover na banda larga uma mudança semelhante ao que fez no programa PC para Todos, que derrubou o custo dos desktops de mais de 4 mil reais para menos de 800 reais.
A iniciativa, segundo o ministro, beneficiará mais 37 mil estudantes, 87% dos alunos. Da mesma forma, Hélio Costa informou que está na Anatel, sob encomenda do governo, um estudo voltado a iniciativas que derrubem os preços das conexões à internet no Brasil. A idéia é criar, a partir desta análise, uma forma de incentivo, materializada em redução de impostos.
“O acesso à internet em banda larga ainda é muito caro no Brasil, e precisamos buscar alternativas para mudar esta realidade, juntamente com a promoção da qualidade nesta área”, disse o ministro.
Como ação concreta, Costa afirmou que, até 2009, quer ver licitadas as freqüências de WiMax e DTH (Direct to home), tecnologias que devem estimular a competição nas áreas de telefonia e banda larga e em trasmissão de TV, respectivamente.
No discurso, ele diz: “Temos mais 135 milhões de celulares em uso. Até 2010 todos os municípios serão atendidos por celular e infra-estrutura de acesso a banda larga”, comentou, ao lembrar os mais de 10 milhões de acesso em banda larga no País.
O ministro também comentou que nos últimos 10 anos foram investidos 150 bilhões de reais no setor de telecom, aporte que permitiu a evolução do acesso à telefonia, especialmente celular e internet. “Em 2007, tínhamos 20,4% dos municípios com acesso à internet e 27% da população com acesso a computador, graças ao Programa PC para Todos, que derrubou de mais de 4 mil reais para menos de 800 reais o preço dos PCs”, comemorou.
Segundo o ministro, a Anatel calcula que nos próximos 10 anos, ainda serão investidos 250 bilhões de reais em todos os serviços de telecomunicações, com ênfase em banda larga fixa, telefonia móvel e televisão, o que deve permitir um salto das atuais 10 milhões e conexões em banda larga para 40 milhões. No mesmo período, os 135 milhões de telefones celulares de hoje serão 270 milhões, de acordo com a mesma estimativa.
Enquanto as promessas continuam sendo feitas, as cias de telecomunicações faturam bilhões e nós pagamos uma das bandas largas mais caras do mundo. Você mora em grandes capitais e acha um absurdo pagar R$100,00 por uma conexão de 2MB? Pois venha para o interior do país e pague R$89,00 por 300kb e ganhe uma vela para acender e rezar toda vez que sua conexão morrer.
Além do preço absurdo que pagamos para ter a internet, não podemos nos esquecer também dos pobres provedores que precisam arrecadar suas taxas para realizar o árduo trabalho de… de… de… pra que serve o provedor mesmo? Convenhamos meus amigos, provedor é do tempo da internet discada!
Google planeja banda larga via satélite
Fala galera! Passei um tempinho sem postar nada aqui desde sexta-feira porque o nosso querido Wordpress desabilitou o meu sistema de postagens de novo por causa de mais um aviso de quebra dos seus termos de serviço. Como tinha certeza de que não havia feito nada de errado ultimamente, enviei um email mal educado para o suporte e após um pedido de desculpas por parte do Wordpress, voltamos a nossa programação normal.
Voltando aos assuntos relevantes da semana, os planos de dominação mundial da internet pelo Google parecem ser cada vez mais evidentes. A empresa vai fazer parte de um consórcio que pretende oferecer internet via satélite a 3 bilhões de pessoas em países da África e de outros mercados emergentes, como a América Latina, segundo o “Financial Times”, que não diz se o projeto inclui o Brasil.
O público-alvo do projeto, chamado de O3B Networks (os outros 3 bilhões), são pessoas para quem a internet de banda larga é muito cara. A idéia é diminuir o preço do acesso à rede em até 95%. “Isso realmente se encaixa na missão do Google no mundo em desenvolvimento”, afirmou Larry Alder, gerente de produtos no grupo de acesso alternativo da empresa de tecnologia. “Em alguns lugares da África, o custo da internet rápida é 20 vezes maior do que nos Estados Unidos.”
De acordo com o “Financial Times”, o consórcio, formado, entre outros, pelo HSBC e pelo bilionário americano John Malone, do grupo Liberty Media (que tem participação na operadora de TV via satélite Sky), vai anunciar hoje a aquisição de 16 satélites de baixa órbita –com um sinal mais forte que o dos similares comerciais– da empresa francesa Thales Alenia Space.
O negócio é considerado o pontapé inicial no projeto de US$ 750 milhões que pretende ligar antenas de telefonia celular a redes de internet de alta velocidade em uma série de países próximos da linha do Equador.
A intenção é que o projeto já esteja em funcionamento no fim de 2010. Ainda segundo o jornal, o HSBC, o Google e o bilionário americano já investiram, cada um, US$ 20 milhões e devem injetar mais de US$ 150 milhões a US$ 180 milhões.
Nos próximos meses, o consórcio, que terá sede na ilha de Jersey (no canal da Mancha), vai negociar acordos com companhias de internet e de telefonia de países emergentes da África, da América Latina, da Ásia e do Oriente Médio.
Parace que logo a ficção não estará muito distante da realidade.
Agora é oficial! Banda larga sem provedor em SP
O Speedy soltou este comunicado no site:
COMUNICADO IMPORTANTE
A Telefônica comunica a você cliente Speedy que, de acordo com decisão judicial não definitiva, a partir de hoje (quarta-feira, 26 de Setembro de 2007) oferece a conexão à internet através do login ‘internet@speedy.com.br’ e da senha ‘internet’.
Você, que já possui um provedor, poderá conectar-se com o login e senha acima descritos. Entretanto, este acesso não inclui os serviços, tais como: e-mail, conteúdos de acesso restrito, entre outros.
Ainda, a decisão não cancela os serviços de provedores de internet já contratados por você, que poderá optar por continuar fazendo o login através do provedor que já contratou e manter os serviços que possui atualmente. Neste caso, você não precisa fazer nada – basta continuar utilizando o login e senha do seu provedor atual. Caso queira entender melhor estes serviços e/ou alterá-los entre em contato com o seu provedor.
Mais informações podem ser obtidas em nossa Central de Relacionamento.
O comunicado está aqui, pra quem é cliente da Speedy, basta comemorar, agora para os clientes de outras empresas de telefonia e internet…
Esse é o nosso Brasil sil! sil! sil!





A OI Velox está de olho em você
Li essa semana uma matéria na Revista Época sobre a adoção de um software de vigilância pelo provedor Oi Velox. Como um usuário do serviço e cidadão consciente dos meus direitos, resolvi publicar a matéria no blog para que um número maior de usuários deste provedor estejam cientes de que podem estar sendo vigiados.
A sequência acima, de rastreamento da navegação na internet, descreve o serviço oferecido pela empresa inglesa Phorm. Ela está chegando ao Brasil. Seu principal cliente aqui é o provedor de internet Velox, serviço oferecido no Rio de Janeiro pela operadora de telecomunicações Oi. A Oi está testando aqui uma versão do programa da Phorm chamada Navegador. É uma tecnologia que está longe de ser aceita no mundo. Desde 2002, quando foi criada pela Phorm, ela tem gerado controvérsia internacional e levantado preocupações em grupos ligados à defesa dos direitos civis na internet. Essas resistências dificultaram sua adoção nos Estados Unidos e na Europa. Há o temor de que as informações pessoais sejam usadas de forma indevida. É evidente que uma empresa telefônica não pode grampear suas linhas. Por que, afinal, seu provedor de internet teria direito de saber o que você faz na rede? Um programa espião ameaça nossa liberdade?
Sua chegada foi discreta no Brasil. A primeira rodada de testes com o Navegador foi anunciada em março pela Oi, dona do provedor de banda larga Velox e do portal iG. De acordo com a Oi, ele começou a ser oferecido a internautas do Rio de Janeiro. A intenção da Oi é expandir aos usuários de todo o Estado até o final de 2010. O Navegador é um rastreador remoto (não fica instalado na máquina do usuário) dos passos que um internauta dá na rede. No início dos testes, Oi e Phorm anunciaram uma parceria com os portais Terra, UOL e Estadão. Procurada por ÉPOCA, a assessoria do Grupo Estado afirmou que “a parceria nunca existiu e o nome da empresa foi usado à revelia”. A Oi confirmou a parceria com UOL e Terra.
O objetivo do Navegador é detectar as preferências de quem navega na rede. A promessa da Oi é oferecer ao usuário uma navegação personalizada. Quem é torcedor do Flamengo passaria a ter automaticamente na tela do computador mais informações sobre o time. “Uma página será apresentada aos clientes para que decidam se desejam ativar a ferramenta”, diz a Oi. “A escolha e decisão é do cliente.” Oi e Phorm também afirmam que a tecnologia do rastreador traça o perfil dos usuários sem identificá-los. Isso seria possível graças a um recurso técnico. Assim que um internauta se conecta à web, imediatamente o Navegador associa a ele um número aleatório. É esse número interno – e não um nome público ou um endereço fixo na internet (conhecido tecnicamente como IP) – que a Phorm usa no rastreamento. “Nenhum dado pessoal, histórico de navegação ou endereço IP é armazenado pela ferramenta”, informou a Oi. “O sistema não rastreia e-mails, salas de bate-papo e páginas seguras, como sites de banco.”
O programa da Phorm também permite que o provedor de acesso mostre, a cada usuário, anúncios específicos, de acordo com seus interesses pessoais. Sites que tenham acordo com o provedor poderiam vender anúncios prometendo veiculá-los a internautas cujo perfil fosse mais interessante ao anunciante. Tal sistema é apresentado como um modo de aumentar a receita de provedores e sites de conteúdo. Só que, além de invasivo, ele pode representar uma concentração de poder nas mãos de uma empresa cuja missão deveria ser prover acesso de forma indistinta – sem discriminar o conteúdo ou publicidade que trafega em sua rede. Numa comparação com outro setor, a situação seria equivalente a uma empresa de eletricidade receber dinheiro cada vez que você ligasse uma determinada marca de eletrodoméstico na tomada.
Fonte: Revista Época.