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OpenCart, sua loja online livre
Você que é desenvolvedor de aplicações web ou possui um pequeno negócio e gostaria de expandir suas vendas para o mundo, você precisa conhecer este software.
O OpenCart é uma plataforma de comércio online baseado em PHP e MySQL. Esta plataforma suporta o sistema de carrinho de compras e permite a criação de uma solução de comércio eletrônico, ideal para pequenas empresas. Apesar de já existirem outras plataformas para este meio, o OpenCart é gratuito e promete ser melhor que seus concorrentes.
Linux Fedora 12 é lançado
O Fedora é uma distribuição Linux que trás as novidades do software livre e de código aberto para a sua estação de trabalho, notebook e servidor. O Fedora é criado por pessoas em todo globo, que trabalham juntas como uma comunidade: o Projeto Fedora. O Fedora 12 é composto de melhorias que deixam o Linux melhor do que nunca para todos os tipos de usuários.
Acaba de ser lançado Constantine, que é o codinome escolhido para a versão 12 da distribuição Gnu/Linux Fedora. Como sempre, o Fedora 12 nos oferece o que há de mais novo no mundo do software livre, em um conjunto fácil de instalar, usar e administrar.
Novidades da versão 12:
O Spin Fedora BrOffice.org traz suporte aprimorado para os usuários brasileiros. O spin é uma versão personalizada do Fedora que já vem em Português e traz toda a suíte de aplicativos de escritório BrOffice.org para que você possa editar seus textos, planilhas e desenhos.
O Spin Fedora BrOffice.org também inclui:
- Layout de teclado ABNT 2 como padrão
- Método de entrada "cedilha" para os usuários de teclados internacionais
- Verificadores ortográficos já configurados para Português do Brasil
O Fedora inclui o Empathy, como cliente de mensagens instantâneas, que suporta chat, vídeo e áudio. Você pode conversar com seus amigos que estão no AIM, Yahoo, Google Chat, Jabber, MSN, MySpace e muitas outras plataformas. Tirando proveito das mais novas melhorias no suporte a webcam e vídeo já embutidos no Fedora 12. O Empathy trás a experiência de uma nova geração de mensagens instantâneas.
O suporte a dispositivos de áudio Bluetooth permite que você desfrute de áudio no computador sem o incômodo de fios. Isso mesmo – você pode fazer o quiser, seja ficar sentado ou dançar (ou apenas pegar mais uma xícara de café) sem perder nenhuma parte da sua música predileta!
O Fedora também aumenta cada vez mais seu suporte a novos dispositivos. Se você está procurando manter seu calendário em sincronia ou manter a música fluindo por todo o dia, o Fedora está lá para você. Conecte seu MP3 player, PDA ou smartphone, e deixe o Fedora 12 unir todo o seu entretenimento digital.
O NetworkManager lhe ajuda a se manter online. Com suporte expandido para banda larga celular, fácil configuração de telefone bluetooth e integração de gerenciamento de senha. Com o NetworkManager, a sua navegação será possível com apenas um clique.
Melhorias do NetworkManager no Fedora 12 também incluem:
- Suporte a nova geração de rede através do IPv6
- Melhor suporte para conexões compartilhadas e estáticas
- Redefinição do designer da interface, que agora é mais simples e e fácil de entender
O PackageKit encontra o software para você, seja quando procura maneiras de abrir arquivo enviados por amigos ou apenas quando deseja explorar entre os 15.000 pacotes que o Fedora provê sem custo. Você pode instalar todos os grupos ou software relacionados em apenas alguns cliques. Sem contar que o PackageKit também ajuda a manter seu sistema seguro e atualizado.
Melhorias do PackageKit no Fedora 12 também incluem:
- Uma refinada interface que é mais responsiva e informativa
- Suporte para instalação de pacotes diretamente no navegador de Internet.
- Suporte tanto no GNOME, como no KDE
- Um plugin de linha de comando que procura softwares que contenham os comandos digitados no console.
Easy Life, configuração facilitada
Juntamente com o Fedora 12, o projeto Easy Life lança a sua versão 12 do software que automaticamente instala e configura vários aplicativos úteis para o bom uso do sistema. Download do Easy Life.
O melhor suporte a tablet do que nunca permitirá que você desfrute do seu tablet, assim você sairá desenhando "out-of-the-box", ou seja, sem precisar editar arquivos de configuração!
- O Fedora 12 tem a versão atualizada do Inkscape, que inclui uma nova ferramenta de caneta, que permite que você escolha entre os tipos de caneta a ser utilizado (incluindo 'dip pen,' 'brush,' 'wiggly' e 'marker') e também lhe dá a oportunidade de criar e salvar seu próprio tipo de caneta. O Spin Fedora BrOffice.org também já inclui Inkscape por padrão.
- O software Gimp permite que você controle qual a velocidade e pressão do efeito da sua caneta do tablet, pode também alterar a opacidade, cor, dureza e tamanho das pinceladas.
Existem milhares de pequenas correções:
Limpeza, mais barras de navegação; um tema de área de trabalho mais limpo; ícones que lhe ajudam a descobrir o conteúdo do arquivo de forma mais rápida; e muito mais.
A produtividade no trabalho agora está fácil: não importa o que você faz — email, navegação na internet, aplicações de escritório, design gráfico, robótica, designer de automação eletrônica, gerência de projeto, bancos pessoais, radio amador, webcomics – Você irá encontrar tudo aqui.
Administradores de Sistema
O Fedora 12 trás o futuro primeiro para você. As tecnologias que fazem a plataforma de código aberto ser a escolha para os administradores de sistema estão todas aqui. Rápida, fácil, segura e pronta para você trabalhar, feito mágica.
Uma variedade de melhorias está incluída no Fedora 12 para tornar a sua vida mais fácil. Uma ferramenta de configuração inicial de ramdisk chamada Dracut ajuda a diminuir o tempo de inicialização. Agora com suporte ao ext4 no GRUB e o KMS (Kernel Mode Setting) é habilitado por padrão para sistemas com com placas de vídeo NVIDIA, ATI e Intel. Tudo isso para manter a inicialização gráfica mais rápida e suave.
Para quem usa o Samba, a adição do Cluster Samba GFS2 e melhorias no cluster HA (high availability) fazem o compartilhamento de dados entre máquinas mais fácil e mais confiável. O Fedora 12 também mantém constantes atualizações de segurança para sistemas críticos e um bom número de melhorias em virtualização emergiu nessa versão, que agora utiliza a memória de forma mais eficiente, provendo maior flexibilidade para o hardware e soluções de rede. Por fim, melhorando o desempenho de imagens de disco virtual do convidado.
Desenvolvedores
Para os desenvolvedores, o Fedora 12 inclui uma rica série de ferramentas de desenvolvimento, incluindo todas linguagens populares, IDEs e uma extensa série de bibliotecas. As mais recentes versões do emacs, mercurial e php estão inclusas – você não precisa se preocupar em baixar e instalar a mais nova versão, nós já fizemos isso. Para desenvolvedores que utilizam o Eclipse, a versão 3.5 (Galileo) é incluída no Fedora 12, juntamente com outros plug-ins do Eclipse.
Linux Ubuntu 9.10 é lançado
O Ubuntu 9.10, batizado "Karmic Koala", promete marcar a maturidade do sistema para desktops. O Karmic Koala vêm com o Ubuntu One, um pacote de serviços online baseado em cloud computing que cria uma nuvem pessoal do usuários na web.

Usuários de netbooks e smartbooks também foram contemplados e tem acesso a melhorias na interface Remix para Netbooks, que continua a aprimorar o padrão para o oferecimento de uma experiência ao usuário mas fácil, útil e amigável em máquinas pequenas.O Ubuntu Netbook Remix integra o programa de mensagens instantâneas Empathy, que facilita a transferência de arquivos de texto, voz e vídeo.
Windows Vista: ascensão e queda
Em 15 de dezembro de 2006, a Free Software Fundation através do site badvista.org, lançou a sua campanha para defender a liberdade dos utilizadores de computadores, contra a adoção do Microsoft Windows Vista, promovendo o uso de soluções alternativas de software. Dois anos mais tarde, a campanha tem mais de 7000 colaboradores registrados e o Vista é visto publicamente com um fracasso.
O gerente de operações da FSF, John Sullivan disse, “É evidente que o Vista tem perdido a sua cota para uma adoção generalizada. Os usuários, governos, corporações, universidades e organizações têm tido uma papel importante em deixar a Microsoft totalmente abandonada. O fato da Microsoft ter prorrogado repetidas vezes o prazo de suporte do XP e estar lançando uma versão beta pública do Windows 7, hoje, é prova do fracasso do Vista.”
O Vista teve um dos maiores custos com marketing de toda a história desde o seu lançamento. Cerca de US$300 milhões, foram usados em um esforço para enganar o usuário, tentando mostrar aquilo que o Vista na realidade nunca foi.
Sullivan ainda disse, “Estamos aposentando o site badvista.org e terminando com a campanha, a fim de dedicar mais esforços e recursos para novas campanhas sobre a estrada em direção a um mundo em que todos os usuários possa escolher com segurança o software livre.”
HP mente para ajudar o Vista
Uma das maiores fabricantes de computadores do mundo, a HP admitiu abertamente que aumentou os números referentes à venda de licenças do Vista, quando na realidade a maioria dos números divulgados eram sobre licenças de computadores com o Windows XP pré-instalado.
O XP não é melhor do que o Vista em termos de liberdade para o usuários, pois ambos são sistemas proprietários, mas esta notícia mostra o quão sujo a Microsoft anda jogando.
Não seja obrigado a comprar o Vista
Pela lei, todo consumidor tem o direito de escolher se o computador que ele está comprando virá ou não com um sistema operacional pré-instalado que obviamente não é gratuito e tem o seu preço embutido no valor final, isso se chama venda casada.
Já existem vários casos de usuários que foram obrigados a comprar computadores com Windows pré-instalado, mas conseguiram o ressarcimento do valor pago. Fique de olho, exiga seus direitos!
Resultado da enquete: Software livre
Fala galera! Tamos de volta, agora com o resultado da última enquete do blog.
O que lhe impede de usar um software livre? Eis o resultado final:

A opção campeã em votos realmente não me surpreendeu, todo mundo usa e abusa do software pirata e como diz minha mãe, enquanto houver cavalo, São Jorge não anda a pé. É melhor ter muitos usuários usando o seu software pirata ou poucos usando o produto original, caro desenvolvedor?
Em relação a falta de suporte do software livre, as milhares de comunidades de desenvolvedores e usuários parecem não estar sendo bem aproveitadas pelos votantes da enquete.
Infelizmente ainda não é possível ligar para a central de atendimento Linux e pedir informações, mas a promessa de suporte dada pelos softwares pagos somente passa de uma falsa sensação de segurança. Ligue para a famosa central de atendimento Microsoft ( 08008884081), faça uma simples pergunta do tipo, como configurar uma placa de rede e entenda o que eu quero dizer. Não esqueça de ter em mãos o serial original do produto!
A dificuldade de se encontrar softwares livres equivalentes ao produto pago é uma lacuna que vem sendo preenchida constantemente pelos desenvolvedores. Uma distribuição Linux possui em média 3.000 opções de programas prontos para usar nas mais diferentes tarefas possíveis. Se você não abre mão de programas pagos específicos, conheça emuladores e virtualizadores que permitem que esses produtos possam rodar em plataformas livres. Grandes desenvolvedores de softwares e jogos como Adobe e Eletronic Arts, prometem versões Linux de seus mais populares produtos em breve.
Não é preciso dizer que a questão do custo X benefício entre software pagos e livres não se mantém apenas em relação ao preço, mas também na qualidade, funcionalidade e segurança dos mesmos. O software livre é desenvolvido por seus próprios usuários, conhecendo assim os melhores caminhos para sua própria evolução.
Voltando ao assunto do último post sobre o alto preço da conexão em nosso país, lanço a nova enquete do blog com a seguinte pergunta: Qual é a velocidade da sua conexão de internet?
Espero que os dados possam nos dar uma idéia de como o preço e a disponibilidade de diferentes opções de velocidade andam contribuindo ou dificultando a nossa navegação. Você não sabe qual é a sua atual velocidade de conexão? Clique no velocímetro abaixo, faça a sua medição e vote na enquete!
III Encontro Nacional BrOffice.org
No dia 3 de outubro de 2008, às 09:00 horas (horário de Brasília), será realizado o III Encontro Nacional BrOffice.org, em todos os estados brasileiros. O endereço do evento no seu estado pode ser conferido no portal do encontro. O valor da inscrição é um quilo de alimento não perecível, que deverá ser entregue no dia do evento. A programação completa também poderá ser acompanhada no site.
Os adeptos do código aberto crescem a cada dia, em especial no Brasil. Nesse cenário, destaca-se o projeto BrOffice.Org – o OpenOffice.org brasileiro é um software multiplataforma de aplicativos para escritório que reúne ferramentas para edição de textos, apresentações, além de planilha eletrônica, desenho vetorial, banco de dados, dentre outros.
O evento terá a participação de 26 Estados, além da Espanha, Paraguai e Portugal, por meio de videoconferência interativa. As palestras serão realizadas com lideranças nacionais e internacionais a partir do Brasil, Alemanha e Dinamarca com tradução simultânea.
O objetivo é promover a integração entre os usuários da ferramenta, desenvolvedores, estudantes, empresários e comunidade em geral. São esperados cerca de três mil participantes nos quatro países envolvidos.
O III Encontro é uma realização da ONG BrOffice.Org e do SENAI-Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial. O evento conta com patrocínio do SERPRO, da DATAPREV e do Centro de Referência MANCOMUM e tem o apoio do Ministério do Planejamento, da Associação SoftwareLivre.Org, da Itaipu Binacional e da Secretaria de Indústria, Comércio, Minas e Energia do estado do Mato Grosso.
Lan house livre com Linux
Que tal montar uma Lan House usando apenas software livre? Sem problemas com fiscalização de licenças de softwares piratas, programas de controle de usuários caros ou vírus nas máquinas.
Se o foco do seu negócio é acesso à internet e jogos, não existe nenhum tipo de impencílio para o uso de soluções livres. Basta apenas escolher o aplicativo certo para cada tarefa.
Sistema operacional: Com o uso de qualquer distribuição Linux, é possível utilizar máquinas clientes potentes ou que possuam baixos recursos de hardware, com bom rendimento de operação. Qual é o tempo médio de parada para um cliente Windows, considerando as rotineiras tarefas de formatação do sistema com erros e remoção de vírus? Esse tipo de problema fica em segundo plano ao utilizarmos Linux.
A Utilização de distribuições Linux de fácil configuração e manuseio como Ubuntu, Fedora ou Debian darão acesso mais rápido e estável à rede, com uma diminuição significativa nos gargalos que tornam a conexão da sua Lan um desastre em matéria de velocidade de acesso.
Navegador: Internet Explorer? Nunca mais! Os clientes da sua lan house vão adorar a velocidade e estabilidade do Firefox, navegador livre presente em praticamente todas as distribuições Linux. Ele possui suporte para todas as missões que são frequentemente encaradas em uma lan, como acesso a videos em flash ou sites de bancos que usam Java. Segurança total para compras na internet ou sistemas que utilizam login e senha. Se preferir, utilize outras várias opções disponíveis, com o Opera ou o Flock.
Comunicador Instantâneo: Não importa qual comunicador seus clientes utilizam, o software livre está preparado para atendê-los. O AMSN é um dos clientes de bate-papo mais utilizados no mundo livre, sem perder em funcionalidade ou recursos para o MSN Messenger da Microsoft. Outras opções de comunicadores também se fazem presentes, como o versátil Pidgin, que se conecta a praticamente todos os outros comunicadores existentes, com ICQ, Google Talk, MSN, IRC, entre outros. O uso de comunicadores gratuitos online como o Meebo também garantem segurança e privacidade na comunicação.
Escritório: Além da enorme gama de aplicativos livres que o Linux já oferece, aplicativos de escritório como o OpenOffice (padrão na maioria das distribuições Linux) realiza todo o trabalho de aplicativos como Word, Excel e Power Point, abrindo e salvando documentos nos mais diferentes formatos. A grande vantagem? O lucro aumenta, já que o gasto com licenças de softwares pagos é zero e as chances de você ser preso por usar software pirata em sua lan house também são nulas.
Rede: Utilize aplicativos livres como o servidor de proxy Squid, que acelera drasticamente a navegação, controlando suas conexões e bloqueando conteúdos impróprios. Usando ferramentas livres você ainda distribui seus endereços de IP, evita invasões e ainda gera relatórios de uso de banda, sites mais visitados, etc e fica por dentro do que é acessado em sua rede.
Jogos: Além dos vários emuladores como o Wine, PlayOnLinux e Wine Doors que permitem rodar jogos Windows no Linux, o sistema ainda possui uma vasta coleção de jogos (SuperDownloads, Ubuntu Games, Linux Games, Top Games, Happy Penguin, Fedora Games, ILoveTux) e alguns títulos para Windows já compatíveis com o pinguim.
Controle de Usuários: Apesar da possibilidade de customização do sistema para esse fim, o Linux já apresenta alguns programas gratuitos para administração e controle de máquinas em Lan houses.
O software OpenLanhouse surge como um projeto audacioso que visa o controle total de uma lan utilizando somente ferramentas livres. Entre suas recentes funcionalidades implementadas se destacam: suporte à usuários, auto detecção de novas máquinas no servidor, suporte à histórico, modo limitado e não limitado, modo registrado e não registrado, suporte à logins, dívidas abertas e movimentação de caixa.
O software é desenvolvido por um brasileiro e promete muitas melhorias em sua próxima versão, como multi-linguagem, modo pós-pago e pré-pago e suporte à tickets.
Já o Zeiberbude é um software dedicado ao gerenciamento de Cyber-Cafés/Lan Houses de uma forma simples e fácil, tendo funções simples como configuração de tarifas, produtos e clientes (computadores que serão gerenciados); controle de tempo por cliente (neste caso cada computador deverá estar rodando o cliente zbdesk) e controle de impressão. Não há um limite para a quantidade de computadores clientes, sendo que os computadores poderão ser organizados em grupos. O cliente zbdesk está disponível para os ambientes Linux e M$ Windows (NT, 9x, etc.), enquanto que o gerenciador etá disponível apenas para o ambiente Linux.
Baseado no Zeiberbude, o CybOrg também com interface e documentação em português, é desenvolvido em Perl e PostgreSQL e pode ter clientes linux e Windows.
Em alguns casos a customização de um sistema para o controle da lan utiliza e permite Linux, mas não o isenta do pagamento pelo software. O LanOS desenvolvido pela Criativa, possui muitos recursos como jogos famosos no Linux, mas não é gratuito.
Mais sobre o assunto? Leia também os ótimos artigos publicados no site Guia do Hardware:
Microsoft patrocinando software livre
Mais uma da série: “Notícias que fazem o meu sangue gelar”
Um executivo da Microsoft afirmou que a companhia chegou a um acordo para prover suporte técnico e financeiro à Apache Software Foundation, uma iniciativa de código aberto que desenvolve e mantém o Apache Web Server, o principal concorrente da Microsoft, com mais de 65% do mercado de servidores web rodando no mundo.
Segundo Sam Ramji, diretor sênior de estratégia da Microsoft, este patrocínio ajudará a fundação a pagar administradores e equipe de suporte, para que os desenvolvedores possam focar em escrever software de qualidade. Ramji não revelou os detalhes financeiros, mas o acordo torna a Microsoft um patrocinador Platinum do Apache. Os representantes do Apache receberam bem a iniciativa, apesar do mal relacionamento com a empresa da janelinha.
Já dizia mamãe: Quando a esmola é demais…
O homem que peitou a Microsoft
Entrevistado para a reportagem “O Pingüim avança”, publicada em março pela revista CartaCapital, Sérgio Amadeu afirmou que a Microsoft adota a “prática de traficante” ao oferecer a governos softwares grátis para a inclusão digital. Ele também afirmou que a empresa utiliza “a estratégia do medo, da incerteza e da dúvida”. Em resposta, a Microsoft foi à Justiça cobrar explicações de Amadeu, que deveria se manifestar em 48 horas. O pedido qualificava de “absurdas e delituosas” as declarações do presidente do ITI, e corresponderiam a “delito de difamação”. Segundo o diretor de Assuntos Jurídicos e Corporativos da Microsoft, Rinaldo Zangirolami, não se tratava de processo ou “retaliação”.
Como conseqüência do pedido de explicações, Amadeu recebeu diversas manifestações de apoio de personalidade ligadas à comunidade do software livre, entre elas, um abaixo-assinado on-line que, em apenas três semanas, reuniu mais de 10 mil assinaturas.
O prazo estabelecido pela Justiça Federal para Amadeu se manifestar acabou dia 15 de junho, sem que o presidente do ITI se pronunciasse oficialmente. Ele se limitou a divulgar uma nota oficial afirmando que “em atenção às demandas da imprensa nacional e internacional, que se solidariza com o governo brasileiro nesse momento sem precedentes na história, em que o dirigente de uma importante instituição pública deste País sofre pessoalmente a ação daqueles interessados em manter um modelo hegemônico, venho, após ouvir meus advogados e procuradores federais, dizer que a provocação judicial movida contra minha pessoa é, por si só, tão inusitada e descabida que não merece resposta.”
A Microsoft acabou desistindo de dar prosseguimento ao caso. Um dia após o término do tempo para a formalização de um processo contra Amadeu, a empresa divulgou nota oficial afirmando ter um “comprometimento de longo prazo com o País”. Ainda de acordo com a nota, a Microsoft afirma estar instalada há mais de 14 anos em terras tupiniquins, mantém 45 mil empregos, paga R$ 1 bilhão em impostos e “sabe que o Brasil tem liberdade para escolher a melhor tecnologia para as suas necessidades”.
Em entrevista a Revista Geek deste mês, Sérgio Amadeu conta como peitou a Microsoft ao comparar sua política comercial com tráfico de drogas.
Com a missão de ajudar o governo federal a implantar o software livre, o presidente do ITI foi interpelado judicialmente pela Microsoft ao comparar o método de negócios da empresa com o modo de ação de traficantes. Ex-comunista, fã de Pink Floyd e Chico Buarque, Sérgio Amadeu da Silveira é o diretor-presidente do Instituto Nacional de Tecnologia da Informação, órgão vinculado à Casa Civil da Presidência. Divorciado, 43 anos, ele tem uma filha de 16, é filiado ao PT e já militou no MR-8. Sociólogo formado pela USP, sua tese de mestrado aborda o controle do Estado sobre a Internet. Foi professor da Faculdade Cásper Líbero e é autor de um livro sobre inclusão digital. Entre 2001 e 2003, implantou e coordenou o governo eletrônico da prefeitura de São Paulo. Antes de participar de uma palestra sobre software livre na Cidade Universitária, em São Paulo, Amadeu conversou com a Geek sobre pingüins, rock ’n’ roll, inclusão social e direito autoral, entre outros temas.
Geek – Depois daquele pedido de explicações na Justiça, o senhor acabou virando uma espécie de inimigo número 1 da Microsoft?
Amadeu – Não (enfático). Aquele episódio mostra que uma empresa erra. Uma empresa gigantesca, mundial, tentou, me parece, fazer uma ação de intimidação que gerou um resultado adverso. Agora eles mudaram a tática. Mas eu não me importo. O software livre é uma proposta que independe de governo e de grandes empresas.
Geek – Sua crítica foi quanto ao modelo de negócios da Microsoft?
Amadeu – A maior crítica é que eles não nos deixam trabalhar. Não tenho nada contra a empresa, eles deveriam continuar fazendo o trabalho deles. Agora, o governo fez uma opção que é clara, pela diversidade, pela possibilidade de ter mais empresas nessa área, de usar software livre. Eles são a única empresa grande que enfrenta essa opção. Enfrenta politicamente. A empresa era um monopólio absoluto até há pouco tempo, mas essa situação não vai perdurar, ela vai acabar um dia.
Geek – Qual foi sua reação às manifestações de apoio contra o pedido de explicações da Microsoft?
Amadeu – A comunidade fez um trabalho que está acostumada a fazer para desenvolver software, que é agir em rede, compartilhadamente. Recebi sugestões de defesa jurídica de gente dos EUA, da Europa. A comunidade foi fundamental para que a Microsoft caísse na real. Eles perceberam que tinham cometido um erro. Eles não devem levar muito a sério a estratégia deles de medo, incerteza e dúvida. Porque não é todo mundo que tem medo, não é todo mundo que tem incerteza, não é todo mundo que tem dúvida. Uma das coisas mais chatas que existem é quando o poder quer se perpetuar no poder, o monopólio quer se perpetuar monopólio.
Geek – A Microsoft realmente opera com métodos de traficante?
Amadeu – Deixa eu contextualizar o que aconteceu. Estava explicando para a jornalista da CartaCapital a tese do aprisionamento, que é uma tese de economia da informação. O
tráfico é um bom exemplo para explicar como se aprisiona as coisas, mas dentro dessa idéia de como funciona a economia da informação. É claro que fica mais fácil alguém dizer que é uma tática de traficante, mas você precisa ver que eu estou discutindo um contexto específico. Já quando veio o processo, a intimidação e a agressão foram tão grandes que eu achei que não devia dar nenhuma explicação.
Geek – Pensando em seu passado político, é possível estabelecer alguma ligação entre o software livre e a idéia socialista?
Amadeu – Não, o software livre tem mais a ver com a idéia de liberdade. Interessante essa pergunta porque o software livre tem os princípios de colaboração, de compartilhamento, mas a força dele é a liberdade de alterar, de mudar, que está mais na chave liberal do que na chave socialista. Na sociedade da informação, podemos notar que existe uma possibilidade de compartilhar com liberdade, juntando questões como liberdade e solidariedade.
Geek – De onde veio o contato com o software livre?
Amadeu – Durante o mestrado investiguei se a Internet realmente desorganizava os controles estatais. Vários teóricos, como Nicholas Negroponte, diziam que agora o mundo era de liberdade total, mas eu concluí que quem controla a infra-estrutura da Internet pode controlar a rede. Foi aí que tive contato com as idéias da Free Software Foundation. Antes disso, nunca tinha usado o software livre.
Geek – Como foi usar o software livre na implantação dos telecentros em São Paulo?
Amadeu – Quando a gente foi tentar fazer essa rede, o pessoal espalhou o medo, a incerteza e a dúvida, dizendo que seria uma crise, que as pessoas não saberiam usar, que não teria como dar suporte. Todos os mitos foram quebrados. Diziam que o novo usuário não saberia abrir o disquete na casa da tia e que o arquivo da escola não abriria no computador do telecentro. Todos esses mitos foram destruídos pela prática. Quem freqüentava o telecentro aprendia as funcionalidades do software. Aprendia que um editor de texto tem um “salvar o documento”. Se o “salvar” está no ícone da direita ou da esquerda, não importa.
Geek – Foi definida alguma norma que obrigue o governo federal a usar software livre? Vai existir algo nesse sentido?
Amadeu – Não há nenhuma norma dizendo que é preciso implementar, mas há um decreto do presidente dizendo que existe um grupo de trabalho para implantar. Nossa estratégia é implementar o software livre sem ficar preso a nenhuma empresa ou solução específica.
Geek – Qual tem sido a maior dificuldade?
Amadeu – A grande dificuldade é cultural, não é técnica. É o que chamo de aprisionamento em soluções proprietárias. A reserva de mercado que existia para software proprietário era pesada no governo federal. O maior problema é mudar a cultura de desenvolvimento e uso.
Geek – Como vai ser o processo de migração do governo federal?
Amadeu – Os principais órgãos já aderiram à política de software livre. O processo de migração vai acontecer em três etapas. Primeiro, libertando as estações de trabalho, ou seja, os computadores que serão colocados nas escolas vão ser entregues com software livre da solução proprietária. Você coloca software livre nas máquinas. Se um Ministério vai comprar, ele não precisa comprar licença. O segundo passo é definir que os novos desenvolvimentos sejam feitos preferencialmente em software livre, o que nem sempre é possível, porque existe um legado, uma herança. Muitas vezes você tem de renovar ou criar uma solução em um universo proprietário. Por fim, migrar os sistemas estruturados que impeçam esses dois passos.
Geek – Como serão as licitações quando todo o governo tiver migrado?
Amadeu – Vai ser muito parecido com o que existe hoje, com uma vantagem enorme para o país e o governo, que vai receber o código-fonte e uma licença com quatro liberdades e uma restrição. O governo vai poder usar o programa para qualquer fim, estudá-lo completamente, alterá-lo e redistribuí-lo. A restrição é que toda e qualquer alteração não poderá suprimir as liberdades anteriores. Com o código-fonte, você fica independente de qualquer fornecedor. As licitações serão multiplataforma, com licença GPL, e o governo terá a documentação do código-fonte das soluções que compra.
Geek – O programa do Imposto de Renda pode ter código aberto?
Amadeu – Eu acho que não há problema algum. Por que haveria? Se é código aberto, durante o período em que ele não é muito utilizado, uma comunidade pode fazer o debugging [analisar e corrigir erros de um programa] desse sistema, porque, quando você faz um sistema em código aberto, ele tem que ser um sistema robusto. Não é só o cracker que vai saber das falhas.
Geek – Como fica a questão do direito autoral em tempos de software livre?
Amadeu – O software livre enfrenta os piratas. Porque piratas são eles, os que estão à procura do ouro. Na verdade, o software livre deveria ser de domínio público, mas não é. Software livre só existe porque há o direito autoral. A gente defende o direito autoral, só que como um copyright invertido. O software livre se baseia no copyleft, no deixar copiar, que é o hackeamento do copyright. Tudo que o copyright proíbe, o copyleft autoriza. Tudo que o copyright autoriza, o copyleft proíbe.
Geek – O governo americano se manifestou de alguma forma em relação à opção brasileira pelo software livre?
Amadeu – O Brasil é contra a patente do software. Essa é uma questão muito cara à diplomacia brasileira, e nós deixamos claro aos americanos que um algoritmo não pode ser alvo de patente. Patente é um bem industrializável, reprodutível em escala e não uma solução de um conjunto de rotinas lógicas. Por isso, eu acho que as principais batalhas do século XXI serão em torno da propriedade das idéias. Num encontro em Genebra, eu disse que o Brasil quer ter o mesmo direito que os Estados Unidos de usar o software livre. Nos EUA, são empregadas soluções livres nos servidores da Casa Branca, no FBI, na Nasa, no MIT. E o representante americano disse que não tinha nenhuma crítica quanto a isso, que era um direito brasileiro.
Geek – Há algum caso em que o governo teria ficado preso a uma solução proprietária?
Amadeu – Existe um programa de emissão de chaves criptográficas no ITI, do qual nós não temos o código-fonte. Assim, temos muita dúvida se o sistema faz o que ele diz fazer, porque eu não tenho como auditar. Além do mais, a empresa que desenvolveu o sistema faliu. Assim, o ITI está criando uma nova solução em parceria com a Marinha, o ITA, a Universidade Federal de Santa Catarina, a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) e a Abin (a agência brasileira de inteligência).
Geek – O governo planeja fazer alguma distribuição Linux?
Amadeu – Nossa idéia não é essa, porque seria bastante complicado. Nós não optamos por apenas uma distribuição, usamos as mais aceitas pelos técnicos. Nossos aplicativos rodam em qualquer distribuição.







O melô da pirataria
Ouvi dizer que essa musiquinha faz o maior sucesso na Microsoft, mesmo eles não entendendo muito bem a letra…